Aprendendo a ser

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Fá-lo-ei por eles e por outros que me confiaram as suas vidas, dizendo: toma, escreve, para que o vento não o apague.

16 de fevereiro de 2010

Por fim, uma liberdade

"Onde a vida é de sonhar, Liberdade!"
Los Hermanos- Liberdade
Seria como a felicidade?
um breve momento semelhante a uma euforia vazia?
Seria se entregar por fim a uma brisa errante que por acaso tocasse seu rosto no que se esperava o vácuo?
Seriam as luzes encandescenters de uma festa de premiação em que o escolhido fosse o azarão?
pego de surpresa na inesperada anunciação de seu nome?
Seria o expandir da cauda de um cão nos pulos descompassados ao ver o dono na chegada inesperada?
Seria esquecer as instituições, as convenções, os mandamentos, os sete sacramentos e fazer algo por pura vontade vadia de quem sente a energia do momento pleno?
Seria um vazio preenchido a sufocar o vazio que só saberá definir por não tê-la?
Será as ínumeras definiçoes enciclopédicas?
A busca pela palavra certa, será por fim uma liberdade concedida aos que a buscaram a palavra no meio do caos dos pensamentos perdidos pela própria falta de definição?
Será a confusão das multidões em que voce pode andar sem sentir os pés alcançarem o chão
e ser transportado pelo movimento desordenado das loucas multidões que não sabem para onde vão?
será as torcidas de futebol que se inflamam aos berros vãos tentando comandar a vitória do time do coração?
Liberdade será por fim um cavalo selvagem a correr pelo arado buscando o que ele nem mesmo saber pela pura ânsia instâtanea por uma corrida consigo mesmo?
Liberdade será, para minha tristeza, o sentido mais desgastado, fazer o que bem se quer sem dar satisfação a ninguém?
Tendo a não-orientação. Ser quem só faz o que quer porque ninguém se importa mesmo com sua tola liberdade?
Será o estranhamento de um voar desconhecido, em que as asas se interrogam se aquilo é real?
Será somente contemplar a liberdade alheia?
Contemplar um pássaro que seja a voar livremente te faz livre?
A fluidez, as alturas, o céu de baunilha, a água mansa, ou a braveza do mar, um cão a se espreguiçar na minha sala sem se importar com quem está a olhar...
Só as coisas naturais me permitiram comparar à Liberdade.
Logo não poderei ser livre, porque outras forças sempre haverão de exercer sobre mim suas amarras institucionais, convencionais, sacramentais e, por incrível que pareça, me dando a impressão que estarei livre. Livre como a voz na canção que sai desprentenciosamente suave e distraída.
As amarras mais ferozes são as que se travestem das mais cordiais

7 comentários:

cybelle disse...

Seu texto me lembrou outro texto: aprendei de mim, meu julgo é leve e meu fardo é suave... sempre tomamos jugos e fardos, obrigada por me lembrar de escolher o mais leve.

Le Babiot disse...

Como sempre tenho feito, não comento o primeiro post de quem é recém chegado na família, mas, venho deixar um pouco de simpatia, e desejos de bons sentimentos fluindo por esses espaços virtuais, mas vindo do teu coração, digo, de felicidade, de aprendizados...um chêro, ;**

Thiago César disse...

eita, gostei de como um texto aparentemente romantico (e pq nao tb) se transformou numa especie de critica politico-social. pelo menos foi o q eu entendi... hehe! vanilla sky hein!

benvinda ao blogs de kinta!

CA Ribeiro Neto disse...

Realmente, o final ficou muito bom, exatamente por ter dado um rumo diferente do que vinha parecendo ir.

Acredito que o Homem perdeu a liberdade plena quando começou a se diferenciar dos demais animais, ou seja, a pensar: acabou refém de seus pensamentos e de sua ilusão e procura por superioridade.

Paulo Henrique Passos disse...

Bem-vinda ao Blogs de Quinta!

Visão muito interessante sobre liberdade, enquanto a maioria acha que a possui plenamente. Parece que só em pensarmos que a temos, já ficamos PRESOS a esse pensamento.

Marília Maia disse...

Oi!!!
Bem-vinda aos Blog's de Quinta!

Depois passo aqui e comento o seu texto.

Marília Maia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.