Aprendendo a ser

Minha foto
Fá-lo-ei por eles e por outros que me confiaram as suas vidas, dizendo: toma, escreve, para que o vento não o apague.

24 de junho de 2010

Encontro assustado

Teu rosto é hoje
Um retrato [
bem] escondido
Entre as páginas de um velho livro [
meu]:
Que eu nunca li!
Apreendo agora teu rosto
[Contudo] perdi tua feição
Fito teu olho
Mas teu olhar, Oh nao!
Teu gesto, antes ao longe reconhecido
Hoje sujeito apenas à minha vaga recordação
Tua palavra, antes suposta, quase adivinhada
Hoje... palavra mais não
Murmúrios de saudade talvez
Hesitem em professar teu nome
Que a palavra vã, uma vez invocada
Trilha caminhos desconhecidos
E vem ter contigo em meu coração
Tu morto jaz à fotografia
Eu viva, buscando-te ainda não sei porque
Mas ja me encontro em plena agonia

5 comentários:

Thiago César disse...

tudo é saudade!
=(

Lidiane Gomes. disse...

Herbenia, querida. ;)
Te achei aqui pelo blogspot.

beijos.

CA Ribeiro Neto disse...

Como eu disse antes, um dos melhores textos de indiferença que já li.

Ia fazer outro comentário agora, mas me deu um branco quando mudei de página... hehehehe

Marcília Sousa disse...

Para mim uma descrição perfeita do que seria: um coração partido!!
E a mocinha ainda sofre de amor...

Beijos!!

*Tentando tirar os atrasados nos comentários!! hihihi!!!!

Hermes disse...

Essa poesia fez foi crescer um medo em meu coração. É de se dar medo até o ato de tirar uma fotografia, mas não tem como escapar; tudo pode trazer a tona uma lembrança sentimental. E eu não vi essa indiferença toda que o Guto viu, mas tudo bem, não sei analisar poemas mesmo heuaheuhe.